...
- Dúvidas.
- Tirá-las?
- Como?
- Receio?
- Sim!
Jônatas Mário Morais
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Calmaria
Passou. Afirmo sem o menor arrependimento, angústia ou aperto forte no coração, como já tivera outrora. Já não trago comigo aquele sentimento profundo que nutrira por ti, pois deixei tudo para trás, como se nunca tivesse vivido.
Acabei por jogar todo o amor em sentido oposto ao meu caminhar, e o vento encarregou-se de encobri-lo com areia. E o mar envolveu-me de tal maneira que afagou meu espírito, meu corpo. Flutuei por sobre as marolas calmas e tranquilizantes que ousavam tocar-me o corpo. Descansei em paz durante séculos, tão somente a tua espera.
Jônatas Mário Morais
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Parte de nós
Ainda busco seu cheiro, suas roupas... qualquer coisa que faça você estar mais próxima de mim. Permanecer nesta casa vazia é tenso. Ocupar esta cama de casal é impossível, são necessários dois corpos, juntos, como sempre estivemos.
As quintas à noite eram reservadas só para nós. Abríamos duas ou três garrafas de uísque, fazíamos o jantar, juntos, e ainda tragávamos um bom Hollywood na varanda, onde costumávamos deitar e admirar a rua mansa e a lua cheia.
Nada mais será possível, meu bem. Ficaram apenas resquícios de uma paixão ardente, que me deixou atordoado, numa vibe completamente nova e alucinante.
Neste momento, reservo-me no quarto, bebendo, fumando e escrevendo a última carta que traz detalhes que só nós sabíamos, segredos bons, perigosos e excitantes. Verso sobre um amor puro, cristalino, que só me trouxe paz e alegria. Agora, meu bem, trago este cigarro como se estivesse absorvendo a minha, a tua, a nossa vida.
Jônatas Mário Morais
Jônatas Mário Morais
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Infinito
As folhas já não vibram como antes.
Já não há palavras no peito,
nem amor.
E tudo ficou perdido na imensidão do tempo.
Jônatas Mário Morais.
Já não há palavras no peito,
nem amor.
E tudo ficou perdido na imensidão do tempo.
Jônatas Mário Morais.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Traços à noite
E escreveu cuidadosamente na parede do quarto, atrás da cabeceira:
Irei orar por ti todos os dias, também irei lembrar de todos os abraços, dos passeios, dos cigarros tragados por nós dois, à noite, na pracinha do bairro. Não se preocupe, pedirei por nós dois, sempre, mesmo você não me pertencendo mais - se é que um dia me pertenceu.
Que seja feliz, é o que me importa. Egoísmo é sentimento de fracos, de pessoas que não sabem o que é amar. E eu te amo tanto que... Lembrarei dos versos que fizemos à beira mar, na noite de domingo, dia dos namorados. Éramos tão bons que não precisávamos escrever nada, tudo ficava marcado na memória, pelo menos na minha sei que ainda está, quer ver? Aliás, não. É melhor não. Tenho certeza que o sentimento ainda permanece aí, dentro de ti.
É isso, espero que sejas feliz. Mas se não for, pode me chamar que retornarei imediatamente - ou não. Caso eu não possa ir, me ligue, de preferência às três da manhã, para uns cigarros, uns goles de uísque, alguns risos e uma saudade profunda dos nossos toques.
Maio, 28, 1996.
Jônatas Mário Morais.
Jônatas Mário Morais.
Assinar:
Postagens (Atom)